I´m back!!! (again…)

ImagemQuem me acompanha nos últimos meses, sabe que o meu maior problema tem sido as constantes lesões.

É o querer ir mais além e ser constantemente travado pelos supostos infortúnios cuja origem vem de um passado desportivo nulo.

Felizmente que agora estou novamente de volta, claramente com um plano de treinos mais ajustado à minha condição física e consequente mais ponderado e equilibrado face aos meus objectivos.

Deixei de ter aquela “pressa e fome” de provas e passei a ter uma noção muito mais clara de um plano de treinos construído sobre rocha e não sobre areia.

Obviamente que tenho já objectivos e o primeiro grande é voltar ao cenário das meias-maratonas apontando as baterias para a de 06 de Outubro em Lisboa (juntamente com a Maratona do Rock!!!J)

Como tal tenho definido um plano de treino (espero não partir nada até lá) de umas longas 15 semanas divididas em duas grandes fases, uma delas de 3 semanas a “rolar” a que chamei de período “warm-up” e depois entrar em trabalho mais específico nas restantes 12.

Tenho claro, um tempo em mente, mas também tenho claro que o objectivo principal é acabar sem aquela dose de sofrimento na qual terminei a ½ do Douro Vinhateiro este ano.

Uma semana depois estava parado com uma lesão no pé direito e que me levou a pensar…basta!

Passaram as três semanas, onde estive a viver de “Reumon gel” e a delinear uma estratégia mais coerente com o meu actual estado físico.

Quando não se corre é um aborrecimento e passamos mais tempo sentados no sofá da “engorda” a ver televisão ou a navegar na web.

E foi nessas horas de navegação  que descobri o fenómeno na moda, chamado de ténis minimalistas e decidi arriscar gastar alguns euros nuns ténis deste tipo.

Depois de muitas análises, apanhei uma promoção engraçada e acabei por comprar uns Reebok Realflex transition 3.0 na qual me surpreenderam muito pela positiva.

Os primeiros treinos são estranhos, mas depois parece que são os ténis que se adaptam a nós e acabam por ser corridas muito interessantes.

Acabaram-se as dores nos pés e nos tendões de aquiles, somando a uma aparente diminuição das bolhas (outro dos flagelos de quem corre, em especial quando o índice de calor aumenta nesta fase do ano)

Resumindo estou muito contente com esta nova forma de abordar a corrida nos pés, se bem que gostaria de experimentar os Under Armour RC2 como complemento aos Reebok, mas ainda não os encontrei em nenhuma loja em Portugal.

 

Bons treinos!


A minha experiência na Meia do Douro Vinhateiro 2013

A viagem de sexta-feira foi feita em familia, rumo a Vila Real, sempre com a expectativa em mente para mais um fim-de-semana passado num dos lugares mais bonitos de mundo.

A conversa durante a longa viagem com o meu pai foi em parte sobre a tal prova que é conhecida como a meia maratona mais bonita do mundo.

Aqueles que me conheçem sabiam que as minhas expectativas não eram altas porque depois de três meses parado por lesão, o objectivo seria chegar ao fim sem me lesionar e em claro ritmo “enjoy the views”.

A primeira paragem aconteceu na Régua por volta das 18H30m para recolher um “monte” de dorsais de amigos que me pediram e também para comprar os famosos rebuçados locais que se vendem em frente à estação de comboios.

Já no Museu do Douro, o processo foi bastante rápido, pois devemos ter sido os primeiros a chegar, sendo o atendimento bastante claro e simpático face a todos os meus pedidos de informações.

De volta ao carro, a conversa seguia igual, expectativas e anseios para as próximas 48h, com uma satisfação especial já que a Marisa ia fazer a sua estreia em provas, estando inscrita para a caminhada de 6km que ligariam a barragem de Bagauste à meta no centro da cidade.

Esteve de facto de Parabéns…porque no final gostou…(pode ser que entre o bichinho!!).

Em Vila Real esperava-nos um jantar de reis, um bacalhau no forno feito pelo mestre de cozinha, o senhor meu sogro e que serviu de mote para um serão muito agradável.

No sábado pela fresca, uma visita ao parque da cidade para um treino de 4km para “olear” as pernas (que bom que foi!!!).

Depois seguimos até á famosa pastelaria “Gomes” para continuarmos a nossa desgraça com uma bola de berlim e um pastel de nata de fazer perder a cabeça.

Apóso o almoço seguiram-se três horas de repouso que serviram de recolhimento à tarde chuvosa e de muito frio que estranhamente se fez sentir nesta epóca do ano e que em nada de bom agoirava para o grande dia seguinte.

Mas esse dia seguinte acordou limpo e todos comentavamos ao pequeno almoço o quanto o S. Pedro tinha sido generoso para nós, pois o maior temor era a longa espera na barragem antes da partida.

Felizmente para todos, que durante as quase duas horas que tivemos que esperar, não caiu gota de água do céu, pois se tal acontecesse teria sido um problema sério para aqueles 10 000 que lá se encontravam.

A "medalha"

A viagem de Vila Real para a Régua aconteceu sem qualquer precalço e chegamos bem perto das 08H30m ao Museu do Douro para apanhar o autocarro até ao local da partida.

Quem conheçe a Régua, sabe o quanto pacata é a mesma durante os restantes meses do ano, mas era evidente que no domingo estavamos em um sitio diferente, com uma moldura humana em grande número e muito bem disposta.

Autocarros eram uma “fartuinha” junto ao Museo do Douro e aqui fica uma crítica a todos aqueles que reclamaram que eram poucos autocarros.

A organização tinha tido que o último autocarro era as 09H30, mas devido ao típico Portugues que gosta de deixar tudo para a última as 11H00 hora da partida, ainda estavam a chegar pessoas, o que obviamente fez atrasar a partida em mais de 15 minutos.

Apesar de ter sido a minha primeira vez na meia do Douro, os relatos de falta de água em edições anteriores deixaram-me muito apreensivo, mas no final, nunca tinha estado numa prova com tantos abastecimentos, sendo que também neste ponto também nada tenho a apontar à organização.

Por outro lado o famoso vinho do Porto e isotónicos prometidos não os vi em nenhum ponto de abastecimento e esse de facto é um ponto a melhorar, já que foi uma ferramenta de marketing que até achei bastante curiosa.( a parte do vinho, pois claro)

E pronto lá se deu o tiro de partida com um atraso considerável e lá foi aquela excelente moldura Humana douro “abaixo” a um ritmo muito interessante pois desce bastante e as subidas contam-se pelos dedos de uma mão em todo o percurso.

Quem quiser bater o seu “PBT” em meias-maratonas o Douro é o indicado pela seu  trajecto e por uma altimetria francamente baixa sendo mesmo “alcunhada” de rápida.

Confesso que não ia muito tranquilo nesta prova, mesmo sabendo que o objectivo principal era simplesmente  acabar a minha segunda meia-maratona.

Dias antes, na expo, tinha torcido o pé e cheguei a pensar que não iria alinhar à partida, mas muito gelo e argila acabaram por fazer milagres e no sábado estava curado.

Infelizmente acabei por não treinar na última semana e como tal não ajudou muito para à festa.

O ritmo médio da prova acabou por ser na casa dos 5:35/Km, muito abaixo do estimado que apontava para 6:00/km

Acabei por chegar à meta mesmo a rebentar as 2H00 de prova (tempo: 1H59)

Esta é daquelas metas que são muito desanimadoras, pois passamos por ela a faltar 1km e ainda temos que dar uma “ganda volta”  até finalmente chegarmos ao destino…um final sofrido!!!

Se foi uma prova sofrida?

Foi claramente uma prova complicada, com uma gestão de esforço talvez demasiado calculista, pois a experiencia da minha primeira meia-maratona (a de Lisboa) relembrou o fantasma da lesão e como tal fui devagar a medo.

Como resultado o meu pai que sempre me acompanhou durante todo o percurso, sacrificou o seu resultado final, mas pai é mesmo assim, não é?

Mas no final tudo acabou bem, apesar de hoje 24 horas depois, as pernas estarem muito “sentidas comigo.”

Uma ressalva final para a organização que no final da prova “obrigou” a um tempo de espera superior a mais de meia-hora para a entrega dos sacos dado o fluxo de atletas à chegada.

Esta espera levou a um sofrimento extra para muitos dos atletas (estava frio e a certa altura começou a chover)  sendo claramente um ponto a ser tido em conta para a edição de 2014.

Outro ponto a melhorar é a hora de partida…11H00…penso que é um pouco tarde em especial se ocorrer um dia de muito calor, o que felizmente este ano não aconteceu.

De resto…uma camisola (de boa qualidade mas não técnica), uma garrafa de vinho, uma “medalha” e um diploma impresso na hora (nunca tinha visto) foram mais que suficientes para me impressionar.

Voltamos ao carro em ritmo muito “lento” e de novo, outra iguaria nos esperava à mesa…um cabrito assado no forno que deu para recompor as energia perdidas… M A R A V I L H A! (obrigado…sogro)

Ao resto que sobrou deste dia, foi passado em familia e claro está que só penso em saber quanto abrem as inscrições para a edição de 2014!!!!!

Por último o meu plano de recuperação terminou e agora vamos avançar para outros desafios!!

Ps: obrigado PAI


Devagarinho…muito devagarinho!

Estou na 2ª semana de volta ao treinos e pelo menos continuo a respirar.

Continuaram por ser treinos curtos e lentos, com a natural (re)adaptação  inerente ao processo de recuperação da lesão.

Sinto como nunca senti, o sindrome das pernas pesadas e o arrastar de todo o corpo.

Parece que correr não é tão natural como costumava ser e sinto isso dramaticamente a cada passada.

O plano está feito e as metas estão traçadas para Abril e Maio de 2013 com a participação em três provas, a do 25 de Abril na Pontinha, a do 1ª de Maio e para fechar em beleza, a ½ Maratona do Douro a realizar a 19 de Maio de 2013, todas elas planeadas para serem feitas em ritmo “enjoy the views”!!!

Com estas três provas espero terminar o plano de recuperação planeado e voltar a treinar para outros objectivos e que em Junho seja claramente o  recomeço de uma nova etapa.

Entretanto…devagarinho…muito devagarinho…!

Bons treinos!

Resumo da Semana de 08 de Abril  2013 a 14 de Abril de 2013

Nº de Treinos: 5

Tipologia de treinos: “rolar em recovery mode”

Nº de Kms: 37,5

Average km per day: 7,5

Treino mais Longo: 10,01

Treino mais Curto: 6,01

Provas: 0


O Regresso depois de 96 dias…2304Horas…138240m…8294400s…sem correr!!!

Nunca pensamos que estas coisas podem acontecer, pelo menos a nós mesmos.

Será sempre mais conveniente pensar que estas coisas acontecem apenas aos outros e que nós estamos sempre a salvo….pelo menos assim pensamos!

Fazemos planos, traçamos metas e depois somos obrigados a aceitar as coisas simplesmente como são.

Uma lesão é uma lesão e como tal é sempre uma coisa chata em especial quando pensamos erradamente que “logo agora que estava a evoluir é que isto me acontece”.

Existe um misto de frustação interior dificil de superar , pois será certa sempre aquele máxima “aconteceu para melhorares o teu processo de aprendizagem” mas como diz  um amigo meu…quem passa por “elas” é quem as sente.

E assim passaram 96 dias…2304Horas…138240m…8294400s…sem correr, apesar de várias tentativas de “forçar” e das quais todas as vezes o resultado foi parar…

Foi sim, o momento de recolhimento, foi sim , o momento de arrumar os calções e os tenis, foi sim o tempo de parar ( e engordar…)…foi sim, o momento da reflexão.

Também foi o momento de recorrer a tudo, desde agulhas, a longas sessões de fisioterapia, passando por medicação e massagens.

O facto de no dia 30/03/13 ter voltado a treinar foi também esse, o misto de vontade e de querer, pois chegamos a uma altura em que a decisão é muita das vezes mais forte que a própria razão.

Neste processo de acreditar, estão várias pessoas, desde amigos e familiares, em especial o meu pai que sempre me foi dizendo “tem paciencia” acabando pelo José Urbano que das várias “tareias na marquesa” terá sido sinceramente o verdadeiro causador do meu regresso aos treinos.

“Lamechiches” à parte o que sinto é que  estou em processo de recuperação ( a moinha ainda lá está) e que voltar não é de todo fácil.

O sentimento é de estar a “começar de novo” e como todos os (re)começos…não é fácil.

Como sempre já tenho novos objectivos e uma nova mentalidade a correr-me pela cabeça e musculos…sem pressas e sem stresses.

Deixar-me ir com a corrente e não contra ela… e continuar a fazer o que mais gosto…correr!!

 

 

 

Resumo da Semana de 01 de Abril  2013 a 07 de Abril de 2013

Nº de Treinos: 6

Tipologia de treinos: “rolar em recovery mode”

Nº de Kms: 40.51Km

Average km per day: 6.7km

Treino mais Longo: 8.01km

Treino mais Curto: 6.01km

Velocidade Média: 9.2KM (Garmin)

Provas: 0


Até para o Ano!!!

Depois de poucos meses de começar nas corridas, o ano acabou muito abaixo das minhas expectativas.

Tenho como filosofia de vida, não ter muitas expectativas, ou seja deixar fluir as coisas como são e aceita-las como acontecem ainda que por vezes seja complicado aceitar algumas.

Quando começei nisto, pensava ingenuamente que eram só os profissionais que se magoavam ou que  contraiam lesões.

Eu como mero amador iniciado pensava que as lesões eram para os outros e descudei em muito dos avisos que me foram dados pelos mais experientes nestas coisas da correrias!!!

A minha lesão na coxa direita está no bom caminho para a cura, ou seja, já praticamente que não tenho dores, muito à custa de massagens, Relmus e muito Voltaren em pomada.

O ano acabou assim, com um monumental falhanço no GP do Natal (pela teimosia que me é conhecida) e também por recomendação médica, a eventual não presença na São Silvestre de Lisboa do próximo dia 28/12.

Deste ano ficam as recordações boas do regresso a “sério” aos treinos e as provas, onde destaco pois claro a minha primeira prova de 2012, os 10Km do Destak na linha, a corrida do Aeroporto (muito sofrida), o Correr Monsanto (uma prova que tenciono repetir) e claro da minha estreia na Meia-Maratona de Lisboa, um marco muito importante para quem se está a iniciar.

Para 2013, espero pois claro, controlar as lesões e mais do que isso participar em mais provas e melhorar os tempos em distancias como os 10km e 21km.

Com a veia comercial que tenho, deixo um forecast de provas no qual pretendo participar em 2013:

Data Prova Distancia (Km)
10-02-2013 Corrida de Cascais 20
24-02-2013 Gp Atlantico – Costa da Caparica 10
03-03-2013 Corrida Da Arvore – Monsanto 10
24-03-2013 1/2 Maratona de Lisboa 21
07-04-2013 Corrida dos Sinos- Mafra 15
25-04-2013 Corrida da Liberdade – Pontinha 10
29-04-2013 Corrida do Benfica 10
19-05-2013 1/2 Maratona do Douro Vinhateiro 21
15-06-2013 Marginal à Noite 8
23-06-2013 Corrida Volkswagen 10
22-09-2013 Corrida Destak 10
29-09-2013 1/2 Maratona Ponte Vasco da Gama 21
06-10-2013 Corrida do Aeroporto 9
27-10-2013 20 Km Almeirim 20
15-12-2013 Gp Natal Lx 10
30-12-2013 S. Silvestre Olivais 9,5
  Total 214,5

Este é um plano que serve de “ponto” guia e que por experiencia tenho noção que será ajustado ao longo do tempo.

Por último quero agradecer a todos aqueles sem excepção que me ajudaram este ano.

Ainda assim, tenho que obviamente agradecer à minha mulher, à minha mãe pelo seu incentivo e coragem, ao meu pai pelos conselhos, experiência  (que deveria seguir mais vezes…eu sei) e incentivo.

Um especial abraço ao Pedro Carvalho que acabou sempre por me acompanhar nos piores momentos deste ano e também nos bons, ao Beto Marinho, ao Tomás (o treinador), ao José Urbano (o massagista), a todos os que comigo correram no monsanto durante os finais de semana e claro ao grupo do facebook, os BIP BIP runners pela companhia virtual e também pelos vários treinos que realizamos em conjunto.

Feliz 2013…cheio de corridas!!!

Até para o ano.


O Corpo que nos fala!

Não sou pessoa para derramar lágrimas quanto cometo erros.

Mas também não sou pessoa para ficar indiferente as coisas que faço menos bem.

Mas o que fazemos, feito está e não vale muito a pena ficar a matutar naquilo que muitas das vezes não deveríamos sequer ter pensado em fazer.

Comecei a correr mais a sério à quatro meses, primeiro foi duro começar, porque na minha curta existência a minha experiência com o desporto nunca foi muito salutar.

Sim, de facto fui um literal “calão”, muito agarrado ao sofá e mesmo no secundário fugia das aulas de educação física, porque não gostava de fazer nada em particular.

Verdade, verdadinha é que nunca fui um “ás” em nenhum tipo de desporto (se bem que me diziam que aguentava muito a correr, em especial se não existisse uma bola pelo meio a atrapalhar!!!) e como tal o desporto sempre me passou muito ao lado.

Tentei várias vezes começar a correr e outras tantas vezes que parei por achar que não me iria levar a lado algum.

Quatro meses e tal passados, hoje tenho uma nova forma de ver as coisas.

Hoje em dia a estimulação vem de muitos sítios, como grupos de amigos no facebook, a facilidade da inscrição para fazer provas, a forma como sinto depois de correr e outras tais que podia enumerar.

Mas quatro meses e tal e pouco mais de 500km de relógio, faltou descobri algo de muito importante….faltou ouvir o corpo!!!

E essa falta de atenção, custou-me uma tendinite (que felizmente está curada), um prova que não acabei e um par de muletas que use ontem por não me ter ouvido.

No domingo, no GP de Natal em Lisboa, devia ter ouvido a voz na minha cabeça a dizer para não ir e ter dado mais atenção aquela dor que afinal não passou durante o aquecimento.

E como não passou durante o aquecimento piorou e muito no decorrer da prova…e de volta ao Saldanha por volta do Km 5, parei frustrado comigo mesmo!!

Tirei o dorsal, olhei para ele durante algum tempo como não querendo acreditar no que me estava a acontecer!!!

Fui até ao sitio onde estava o carro (Av. Da Liberdade)  a coxear e a lamentar-me do que parecia ser um drama retirado de uma qualquer novela Venuzelana.

Mas eu não falhei, interpretei foi mal os factos e agora já sei que deveria ter estado mais atento à “dorzinha” da minha coxa direita.

Ela bem que me avisou!!!!

Agradeço uma vez mais ao Pedro Carvalho que me acompanhou nos primeiros 5 km antes da minha paragem (cheguei a andar a 7:00/Km) e que não me largou até lá.

Mas não dava mais…era insuportável, para não dizer agoniante.

Ainda não tinha passado 8 dias da minha primeira meia-maratona e garanto que não custou metade do que aqueles malditos 5km´s.

Mas as coisas são como são e fico contente por ter descoberto mais um elemento chave, a “carcaça” que faz o transporte deste espírito e que andou demasiado tempo surdo!!!

 

Faz Parte do processo!!!, ou seja, aprendi!

 

Boas corridas!


Há sempre uma primeira vez para uma meia!!

Estava uma tarde com um tempo muito encomberto para um sábado de dezembro, mas ainda assim a temperatura estava agradável para sair à rua e dar um passeio até ao mítico estádio primeiro de Maio, para uma breve visita à “feira” e pois claro, para o levantamento do dorsal.

Não costumo ser muito crítico aos aspectos que advém a uma organização de eventos com esta envergadura, mas lá teremos que fazer comparações com outras feiras do genero em outros países (dos quais já tive a oportunidade de ter estado) e apenas posso concluir que me pareceu demasiado triste e mesmo desolador.

Pela positiva fica a simpatia das pessoas que coloboram com a Xistarca, e das quais muitas conheço por razões que não interessa agora explicar e que obviamente deu para ter uns excelentes minutos de conversa.

De saída do pavilhão, seguimos até Benfica, para mais uma sessão de massagem com o conheçido massagista desportivo o José Urbano, para mais um valente “tratamento” muscular ao esqueleto.

O meu pé esquerdo até à data tem sido o meu maior problema e a tendinite está francamente melhor.

Ao regressar a casa começei a sentir uma dor ligeira no calcanhar enquanto me movimentava e infelizmente a coisa piorou com o passar das horas.

Pensava preocupado, que estava a poucas horas de a minha primeira meia-maratona e que tinha dificuldades e por o sacana do pé no chão.

A minha familia dizia que não devia alinhar à partida, pois eu não iria aguentar 21km naquele estado e que seria melhor prevenir do que potencialmente vir a “aleijar-me” a sério e ser muito pior.

Quando não sei que decisão tomar, fico em silêncio mental por bastante tempo, à espera de uma resposta meramente intuitiva e fui o que acabei por fazer uma vez mais.

Não demorou muito até que a reposta chegou:

“Mete Voltaren no pé…faz uma massagem e dorme com a meia de compressão!”

Foi o que fiz.

Deitei-me por volta das 23H e apesar de me ter custado a adormecer, face a situação, lá me deixei “apagar”.

Acordei por volta das 06H30am, meti o pé no chão e a “moinha” estava lá, mas já não tão intensa.

Pensei para mim mesmo…”Vou alinhar!!, se algo correr mal, apanho o metro e pronto.”

E assim foi…fiz mais uma massagem com Voltaren, calçei a meias, os calções da praxe, os Asics, uma camisola interior e outra por fora (estavam 9º!!), fui para o sofá e esperei pelas 09H00.

Antes das 09H00 já o meu pai lá estava à porta.

Já no carro disse ao meu pai, que estava com receio que algo podesse não correr bem, pois o pé não estava bem.

A resposta foi clara…”Agora, não podes fazer nada…aceita o pé como está e se não der…não dá!!”

Lá fizemos o trajecto em silêncio, enquanto o sol quentinho, espreitava ocasionalmente e tão  bem que soube.

Acabamos por ter sorte, pois conseguimos um lugar bem perto da estação de metro de “Roma” e ainda vimos os primeiros maratonistas (que arrancavam as 09H00) a iniciarem a sua prova.

Era tempo de descer, pois não queriamos chegar atrasados e lá fomos para a estação de metro.

O primeiro “stress” foi a fila para comprar o bilhete (esta prova não incluía o transporte à “pála”) e depois de vinte minutos à espera lá consegui comprar o dito bilhete e lá fomos os “três meias-maratonistas”, eu, o meu pai e o Gonçalo, rumo ao Cais Sodré, viagem essa que não demorou mais de 15 minutos a fazer.

O comboio ia a abarrotar de atletas e como sempre lá fomos metendo conversa com este e com aquele sobre provas, tempos e claro, expectativas para a prova.

Saimos da estação e começamos devagarinho o aquecimento até à partida.

O meu pé (como que por milagre) já parecia não doer tanto quando batia no chão e fiquei mais descansado.

Pensei para mim…”seja o que Deus quiser” e lá continuei o aquecimento.

Já no “garrafão” de partida, acabava de passar o primeiro atleta que levava já 21km com 1:06 (Jesus!!!) e claro que batemos todos palmas e gritamos em conjunto para dar aquela força.

Parecia um foguete a passar, com um andamento fora do normal  e que acabou por dar anímo acrescido aquela enchente que se preparava para o inicio da meia-maratona.

As 10H35 (creio eu!!) lá se deu a “buzinadela” da partida e lá fomos… “É agora…pensei!!!”

Nos primeiros 3km lá fui eu com um ritmo uma vez mais açíma do recomendado (04:47/km) e atrás lá vinha o meu pai aos gritos…”Bruno, isto vai muito rápido!!!”

Respondi…”Vamos só apanhar o Tomás que vai ali á frente!!!”

Obvimamente que lá panhei o Tomás e segui com ele os primeiros 10km a um ritmo para mim, demasiado alucinante.

Olhei para trás e tinha “perdido” o meu pai e o Gonçalo e claro que me passou pela cabeça baixar o ritmo.

Mas o Tomás (que afinal vim a perceber mais tarde, que estava só a fazer a estafeta) disse-me…”continua se estás bem, o teu pai já nos apanha!!”.

E lá continuamos estrada fora…

Aos 12km lá estava outro reboque, o Beto Marinho, que me perguntou logo… “Páh…onde está o teu velho??”

Respondi…”Vem já aí atrás!!!” e continuei.

Uns kms lá a frente ouço de novo o Beto atrás de mim a “arfar”…”O teu pai manda dizer que se continuas assim, vais morrer na praia!!!- disse-me meio zangado”

Acho que não respondi, mas psicologicamente o meu ritmo baixou bastante e olhei para o relógio e estava agora nos 05:05 km.

O meu forecast de andamento estava previsto para 05:42 km e estava muito açíma.

No Cais Sodré o Tomás passou o testemunho ao Paulo e disse… “Paulo…vai com o Bruno até ao fim!!!”.

E lá continuamos assim até à Praça do Comercio, entre os 05:10 / 05:15 e depois já se sabe, uma gestão mal feita no incio tem sempre consequências mais à frente.

E mais à frente lá estava a famosa “Almirante Reis” que naquele sentido, só sobe…sobe…sobe… e sobe!!!!

E foi nessa subida que usei o “gel” que trazia no bolso… um sabor medonho a banana, muito açúcarado, mas que foi o catalizador até ao fim e que para mim acabou no culminar daquele “maldito”edificio do areeiro.

– Bruno, estamos lá!!!  – gritou o Paulo…Força!!!!!!

Acho que nestes momentos os sentidos deixam de ter grande importância, porque parece que “ouvimos ao longe”.

Na “subida” vimos muitos atletas a andar, o que por si, não deixa de ser algo desmotivador, mas sempre acabamos por “irmos puxando” uns aos outros.

E lá fomos…com o ritmo a cair para os 05:30 por km…

Depois o resto são lembranças fogazes… a entrada no estádio, a emoção e claro os olhos na meta.

Parei o relógio e vi 01:54:08… tinha como objectivo para esta minha primeira aventura em uma meia-maratona, 1:59:59…emocionei-me não por ter ganho 5:51m ao que tinha previsto mas por ter vencido esta barreira.

Lembrei-me que a menos de 08H antes da prova, estava em dúvida se conseguia sequer começar, quanto mais acabar!!!

Mas acabei….

Acabei com uma medalha que guardo no “meu coração”  e com aquele abraço emocionado do meu pai que chegou minutos depois!

Foi um abraço que não tem sequer explicação e ainda hoje, horas depois de tudo isto, ainda me emociona profundamente.

São aqueles dias, que não esquecemos, nunca mais!!!!

Por último não posso deixar o meu especial apreço ao Tomás, ao Paulo e ao Beto pela ajuda que me deram durante todo o percurso.

Acredito que sem voçês as coisas teriam sido mais dificieis.

Claro que hoje o meu pé está muito “sentido” comigo e como tal esta semana, será basicamente de recuperação e como tal até estar recuperado a 99% do meu calcanhar não tenho previsto qualquer treino.

 

Abraços

 

Bruno Dias

 

Resumo da Semana de 03 de Dezembro a 09 de Dezembro de 2012

Nº de Treinos: 2

Nº de Kms: 15.16

Average km per day: 2.16

Treino mais Longo: 10.14

Treino mais Curto: 5.02

 

Provas: 1

Data: 09/12/12

Meia Maratona de Lisboa: 21.170Km

Tempo: 01:54:08 (de relógio)

Average per Km: 5:23m

 

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